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Dr. Paulo Fontani Coordenador de Educação da UNESCO
Izabel Ribeiro Idealizadora e Coordenadora do Projeto Projeto Valores Humanos
 
"não é qualquer escola que vai conseguir a mudança para melhor da sociedade, tem que ser uma escola que trabalha valores humanos e que tenha a participação da comunidade"
Dr. Paulo Fontani
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Educação em Valores Humanos não é apenas o tema central do livro, Valores Humanos a revolução necessária - Um manual de vida, mas, antes, o nome do projeto que Izabel Ribeiro, a autora, desenvolve há mais de 6 anos na cidade de Teófilo Otoni, em Minas Gerais. Um projeto audacioso, não por envolver técnicas ou tecnologias complicadas, mas exatamente por sua simplicidade em vista dos resultados que almeja - atuar na formação do caráter das pessoas.
Deixemos que a própria autora nos fale desse projeto que é, para ela, a menina dos olhos, e, para nós, a luz no fim do túnel, uma vez que só contamos com a dedicação voluntária de verdadeiros educadores para trazer-nos de volta o significado e a prática da educação integral, capaz de moldar o caráter e formar seres humanos inteiros e coerentes consigo mesmos e com o mundo ao seu redor.
“O objetivo do projeto é conscientizar a família, a escola e a sociedade do que é Educação. Hoje, educação é tida como sinônimo de ‘absorção de informação’ quando deveria ser de ‘formação de caráter’, que é o conjunto de valores, de virtudes, no coração da pessoa - quanto mais valores e virtudes uma pessoa tiver, melhor será o caráter dela. Mas tem um detalhe: se eu acho que educação é só absorção de conhecimento, vou encher meu filho de conhecimento e o caráter dele ficará a deus dará. Aí, o que acontece? Vou ter uma pessoa cheia de conhecimento, inteligente, mas sem virtudes, que poderá usar todo o seu conhecimento para o mal...”.
“Uma pessoa com conhecimento e sem virtudes pode inventar uma bomba, roubar dinheiro pela Internet... Mas se eu der uma boa informação ao meu filho e, junto, desenvolver valores e virtudes, o menino vai usar tudo para o bem, podendo encontrar a cura de uma doença, criar um alimento para acabar com a fome no mundo...”.
“Educação sem valores, sem virtudes, é como um caminhão desgovernado: você não sabe onde vai parar e nem o estrago que vai causar”.
“É importante termos consciência disso e é esse o objetivo do projeto: ensinar a trabalhar valores e virtudes com nossos filhos. O projeto, como eu disse, inclui a família, a escola e a sociedade. Ele começa com uma palestra para professores, mas é importante deixar claro que o professor tem de ser visto como parceiro da família no desenvolvimento de valores e virtudes e não como o responsável por implementar esse tipo de educação. Os maiores responsáveis são os pais, que não podem empurrar essa responsabilidade para a escola”.
“Muitos pais, pensando que Educação é só o ensino de Geografia, Matemática, Português e de outras matérias, acham que estão fazendo sua parte mandando a criança para a escola, quando não estão! Se os valores não forem ensinados em casa, com o exemplo, o professor pode fazer o que quiser que não vai conseguir desenvolvê-los”.
“O exemplo é a única maneira de se influenciar uma pessoa. Se eu quero que meu filho seja paciente, ele precisa me ver agir de forma paciente; se eu não quero que ele seja preconceituoso, também eu não posso ser preconceituosa; se eu não quero que ele fale mal da vida dos outros, ele também não pode me ver falando mal da vida de ninguém. Meu filho está o tempo todo me observando. Eu levo o outro até onde eu for, dependendo dos valores e das virtudes que tenho dentro de mim. A mentira é um bom exemplo: o pai faz aquele discurso sobre a mentira, aí, dali a pouco alguém liga e ele manda o filho dizer que não está ou que está dormindo... As palavras movem, os exemplos arrastam! Filho não aprende o que a gente fala, mas o que ele nos vê fazendo. A história do ‘faça o que eu falo, não faça o que eu faço’ não funciona. Filho só faz o que a gente faz’”.
A respeito da escolha por Teófilo Otoni para a implementação de seu projeto, Izabel Ribeiro explica: “Teófilo Otoni já é conhecida no mundo todo por ser a capital mundial das pedras preciosas, com mais de três mil centros de lapidação. Mas o que estamos fazendo é a lapidação de pessoas. Tanto que o nosso lema é: ‘Teófilo Otoni - Lapidando pedras e, agora, lapidando gente!’ Eu não sou de Teófilo Otoni, sou de Conceição da Aparecida do sul de Minas Gerais, mas moro em Teófilo Otoni desde 1996, e sou apaixonada pela beleza das pedras da cidade. As pessoas me perguntam por que não fui fazer esse projeto na minha cidade e eu respondo que é porque a minha cidade não é a capital mundial das pedras preciosas e Teófilo Otoni.
Até o nome da cidade colabora com o projeto: ‘Teo’ significa Deus e ‘Filo’, amigo. Juntando, temos ‘Teófilo: amigo de Deus’. E o que é Deus? Deus é virtudes, e quanto mais você desenvolve virtudes mais amigo de Deus - mais Teófilo - você fica. Outra coisa interessante é que ‘Teófilo’ tem sete letras e o sete é um número em que a natureza se organiza: sete dias da semana, sete cores do arco-íris, sete notas musicais, sete continentes, sete buracos da cabeça... E ‘Teófilo Otoni’ tem 12 letras: 12 meses, 12 apóstolos de Cristo, e a soma de 1+2 é 3, que é o número do pioneiro, daquele que faz primeiro, da criação, Pai-Filho-Espírito Santo etc. Lá, nada é por acaso; então, é a cidade ideal...”.
O livro, Valores Humanos a revolução necessária - Um manual de vida, em que se encontra a essência da Educação em Valores Humanos, será o instrumento de apoio da autora para a ampliação do projeto. É o que permitirá a pais e educadores implementar trabalhos de Educação em Valores Humanos na sua casa, na sua escola, na sua comunidade, independentemente do monitoramento direto da criadora do projeto, mas com o suporte de tudo o que ela pode compilar nesses seis anos em que o vem desenvolvendo.

O editor

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